Bancos privados expandem oferta de crédito para educação no país Itaú e Santander já têm financiamento; Bradesco prepara lançamento.



Para o estudante que não conseguiu vaga em universidade pública e não se enquadra nas faixas de renda do Prouni (até três salários mínimos por membro da família), o curso universitário também pode ser um gasto pesado demais para o bolso. Mensalidades de cursos mais caros, como os de medicina, podem passar dos R$ 5 mil – valor inviável para a classe média brasileira.

De olho na expansão do ensino superior no Brasil e nas necessidades da nova classe média, bancos privados estão lançando linhas de financiamento para esses cursos, com taxas bastante inferiores às cobradas no empréstimo pessoal – enquanto o juro do crédito direto ao consumidor gira em torno de 5% ao mês (dado do Procon), no financiamento educacional essa taxa cai para cerca de 8% ao ano nos bancos privados.

“A grande questão é que tem uma população grande que deveria estar no ensino superior, mas não está por falta de capacidade de pagamento. A renda não é suficiente, então o financiamento entra como forma de reduzir os encargos”, explica Marcos Magalhães do Itaú-Unibanco.
Desta forma, as instituições privadas se juntam ao Banco do Brasil e à Caixa, que operam recursos oficiais subsidiados, com juros de 3,5% ao ano. Entretanto, a seleção para o Programa de Financiamento Estudantil (Fies), do Ministério da Educação, leva em conta critérios não-econômicos, como desempenho acadêmico e critérios socioeconômicos. O cadastro para o Fies é feito pelo Ministério da Educação, e começa em março.
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