Ibaiti Comemoração no jogo Brasil e Chile


Foi com direito a sufoco,  drama e expectativa até o último pênalti. O Brasil está nas quartas de final da Copa do Mundo. Foi um jogo de oitavas de final que ninguém esperava. O Brasil não jogou bem contra o Chile neste sábado (28), no Mineirão, empatou em 1 a 1 no tempo regulamentar e não conseguiu fazer gol na prorrogação. Nos pênaltis, venceu por 3 a 2. Agora, espera o vencedor de Colômbia e Uruguai para o jogo das quartas-de-final na próxima sexta-feira (4), em Fortaleza.



O jogo

O Chile iniciou a partida com a marcação avançada, o que dificultou o toque de bola no meio do Brasil. Os visitantes tinham mais posse de bola, o que assustava em jogadas pelas laterais. Somente depois de 10 minutos do jogo, a seleção da casa melhorou o passe e acertou a defesa. Com isso, os talentos individuais brasileiros começaram a aparecer. Marcelo, pela esquerda, fazia boa parceria com Neymar. A seleção passou a sofrer faltas perto da área. Em duas jogadas seguidas, Bravo teve que intervir. O goleiro chileno espalmou para fora falta batida por Hulk. O próprio atacante brasileiro cobrou o escanteio, a bola passou por toda a área e chegou em David Luiz, que, mesmo marcado por Jara, fez o primeiro para o Brasil.
O gol tranquilizou o time, mas o Chile partiu para cima. O Brasil recuou e demorou para criar outras chances. Bolas chegavam em Neymar apenas em profundidade. Mas a pressão chilena deu certo num erro na defesa brasileira, aos 31 minutos. Após batida de lateral pela esquerda, Hulk não conseguiu devolver para Marcelo. Vargas roubou e tocou dentro da área para o artilheiro Alexis Sanchez, que não perdeu a chance. Ele tirou a marcação de Thiago Silva e chutou para empatar a partida. O lance abalou o time brasileiro, que só voltou a criar aos 35, quando Daniel Alves fez bom cruzamento para Neymar que cabeceou. A bola passou raspando a trave esquerda de Bravo. A jogada voltou a animar a torcida e o time.
O craque brasileiro criava boas chances, mas, bem marcado, demorava para finalizar e optava por cruzamentos ou um passe a mais. Fred não fazia novamente uma boa partida e perdeu chances aos 41 e aos 42 dentro da área. Antes do primeiro tempo acabar, o Chile criou ainda mais um perigo quando Luiz Gustavo saiu jogando errado e quase Alexis Sanchez conseguiu concluir dentro da área. “O Brasil recuou demais e o Chile está mais agrupado e organizado”, comentou Waldir Luiz para as Rádios EBC. Já Orlando Duarte também opinou que, em um jogo como esse, não se pode errar tanto.
Segundo tempo
O Brasil começou a etapa final com as mesmas dificuldades do início. O Chile marcava bem e o Brasil não conseguia finalizar. Neymar não fazia a diferença, como nos outros jogos e o meio de campo era dominado pela equipe visitante. O Brasil achou uma boa jogada aos nove minutos com um lançamento de Marcelo para Hulk, que chegou na cara do gol e, mesmo chutando fraco, a bola entrou no canto direito. O juiz inglês Howard Webb entendeu que o atacante brasileiro dominou com o braço. Os brasileiros reclamaram bastante.
A partir desse momento, o Chile tinha controle da partida, acuava o time brasileiro que errava bastante e não criava. Felipão trocou duas vezes: Jô entrou no lugar de Fred (vaiado) e Ramires, no de Fernandinho, que saiu mancando.  A posse de bola era de 55% para o Chile, e 45% para o Brasil.
O Chile, aos 19 minutos, quase virou o jogo quando Aranguiz saiu na cara do gol de Julio Cesar. O goleiro brasileiro fez impressionante defesa e mandou para escanteio. A seleção só voltou a levar perigo aos 31 minutos em uma jogada de Hulk. Ele cruzou para a área, mas Jô não chegou na bola. Era a melhor chance até aquele momento. Neymar estava bem marcado e desaparecido em campo. Só conseguiu concluir quando foi lançado dentro da área e cabeceou em cima do goleiro Bravo.
O Brasil e a torcida acordaram no final do segundo tempo. Hulk, aos 37 minutos, driblou dois chinelos e bateu bem. Bravo espalmou e salvou o Chile. Os visitantes passaram a diminuir o ritmo e esperar a prorrogação, mas ainda tentaram acuar. O tempo regulamentar acabou com o Chile mandando no jogo, mesmo com 50% de posse de bola para cada lado.  “Há muito tempo, eu não via a seleção jogar tão mal. Nada deu certo”, comentou Waldir Luiz.
Prorrogação
Na primeira boa jogada, Hulk arrancou pela esquerda, sofreu falta e pediu garra à seleção e apoio à torcida. Mas o Brasil tinha as mesmas dificuldades com o Chile de forte marcação. A bola chegava em Jô, mas também não conseguia sair da perseguição dos zagueiros. Aos nove, teve boa chance, mas chutou fraco. O Brasil era melhor no primeiro tempo da prorrogação e tinha as melhores chances com Hulk, com mais iniciativa. Aos 11, por exemplo, driblou três e chutou forte. Bravo fez mais uma ótima  defesa, espalmando para o lado.
No tempo final da prorrogação, William voltou no lugar de Oscar. E Neymar voltou a fazer uma boa jogada no primeiro minuto, quando arrancou pela esquerda e cruzou para Jô. A zaga afastou. No escanteio, o atacante brasileiro subiu mais alto que todos, mas cabeceou para fora. O Chile passou a segurar o resultado e jogadores caíam em campo. O cansaço fazia a diferença para as duas equipes. O Brasil pressionava, mas não conseguiu entrar na defesa chilena.
No final do segundo tempo, foi o Chile que assustou. Pinilla aproveitou saída errada brasileira e arriscou de fora. Chute forte foi ao travessão. Fez-se silêncio no Mineirão.Restava as esperanças dos penaltis.
Nas cobranças, David Luiz, Marcelo e Neymar marcaram, Julio Cesar defendeu os chutes de Pinilla, de Alexis Sanchez. Jara bateu na trave para acabar o drama da torcida brasileira.
Ficha do jogo
28 de junho de 2014
Tempo regulamentar: Brasil 1 X 1 Chile
Pênaltis: Brasil 3 X 2 Chile
Brasil: Julio César, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Fernandinho (Ramirez), Oscar; Hulk, Fred (Jô) e Neymar.
Chile: Bravo, Jara, Medel (Rojas), Silva; Isla, Díaz, Aranguiz, Vidal (Pinilla), Mena; Sánchez e Vargas (Gutierrez).
Árbitro: Howard Webb (ING)
Auxiliares: Michael Mullarkey e Darren Cann (ING)
Cartões amarelos: Hulk, Luiz Gustavo, Jô e Daniel Alves (Brasil); Mena, Francisco Silva e Pinilla (Chile)
  • Portal EBC
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