Maestro Hans-Peter Frank rege a Orquestra Sinfônica do Paraná neste fim de semana

Maestro alemão Hans-Peter Frank
O maestro alemão Hans-Peter Frank rege a Orquestra Sinfônica do Paraná nesta sexta-feira (17), às 20h30, e no domingo (19), às 10h30, no grande auditório do Teatro Guaíra. No programa constam as obras “Sinfonia n° 9, em mi bemol maior, op. 70”, de Dimitri Shostakovitch, escrita para celebrar a vitória dos russos sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial, e a“Sinfonia n° 8, em sol maior, op. 88”, de Antonin Dvorak.
 
Grande auditório do Teatro Guaíra.


Hans-Peter Frank já regeu a Orquestra Sinfônica do Paraná diversas vezes. Em 2009 abriu a temporada da Camerata Antiqua de Curitiba, que realizou vários concertos em comemoração aos 180 anos da imigração alemã no Paraná.

O maestro tem uma carreira de sucesso na Europa, EUA, Japão, México e Israel. Durante oito anos foi o maestro principal no Deutsches Nationaltheater de Weimar, e por 15 anos maestro titular e diretor artístico substituto da Berliner Sinfonie-Orchester. No mesmo período atuou como maestro titular da Helsingborg Symfoniorkester, na Suécia. Foi diretor geral e maestro titular, durante sete anos, da Staatskapelle de Weimar, com a qual realizou várias turnês. Em 1990 foi indicado para o cargo de maestro honorário e recebeu do rei da Suécia a comenda de “Cavaleiro da Ordem da Estrela do Norte”.
 
Grande auditório do Teatro Guaíra.
 
Repertório: O compositor Dimitri Shostakovitch nasceu em São Petersburgo em 1906, no dia 25 de setembro. Este mês completaria 104 anos. Entre suas obras de destaque estão balés, música de cena e para cinema, 15 sinfonias, seis concertos para piano, violino e violoncelo e Danças Fantásticas, 24 prelúdios e fugas para piano, duas sonatas para piano, oito quartetos de cordas, e diversas obras de música de câmera e melodias, além de três óperas.

O compositor declarou, em outubro de 1943, que a Sinfonia nº 9 seria uma grande composição para orquestra, coro e solistas, e que o contexto seria "sobre a grandeza do povo russo, sobre o Exército Vermelho que libertou a nossa terra natal do inimigo". 
 
A obra acabou por ser um trabalho totalmente diferente da previsão do compositor, sem coro e sem solistas, com um humor muito mais leve do que o esperado. Ele avisava aos ouvintes que “esta nona sinfonia está muito diferente de minha proposta inicial e diferente das sinfonias anteriores”.

A estreia da Sinfonia n º 9 para orquestra foi dirigida por Evgeny Mravinsky, a 3 de novembro de 1945, no concerto de abertura da 25ª temporada da Orquestra Filarmônica Leningrado, dividindo o programa com a sinfonia nº 5 de Tchaikovsky, transmitida ao vivo pela rádio estatal. Em Moscou, a estreia foi em 20 de novembro de 1945, com a Orquestra Estatal Russa.

A previsão de Shostakovich estava certa, mas menos de um ano após a sua estreia, os críticos soviéticos censuraram a sinfonia por sua "fraqueza ideológica e sua incapacidade de refletir o verdadeiro espírito do povo da União Soviética".

A Sinfonia foi indicada para o Prêmio Stalin em 1946, mas não conseguiu ganhar. Por determinação de Glavrertkom, da central de censura, o trabalho foi proibido em 14 de fevereiro de 1948, após uma sua segunda denúncia, com alguns outros trabalhos do compositor. No verão de 1955 a sinfonia volta a ser apresentada pela emissora de rádio estatal.
 
De Antonin Dvorak será executada a Sinfonia n° 8, em sol maior, op. 88, escrita entre setembro e novembro de 1889. Estreou em 2 de fevereiro de 1890 em Praga, sob a regência do autor. Depois de obras muito densas como a 7a. Sinfonia, o oratório Santa Ludmilla, e a cantata A noiva de Espectro, Dvorak volta ao lugarejo Vysoka, cidade que possui uma atmosfera suave, serena, e escreve esta obra, onde ele demonstra sua admiração pela natureza e a criação.
Maestro alemão Hans-Peter Frank

Uma das características dessa obra é a tonalidade de sol maior, pouco usual nas sinfonias românticas, e a alternância do modo maior e o modo menor, características muito utilizadas por ele em sua obra. Nota-se também a influência de Brahms e do folclore boêmio. O destaque é a não - usual troca do tradicional scherzo agitado por uma graciosa e serena valsa, no terceiro movimento.

Antonin Leopold Dvorak nasceu em Nelahozeves (República Tcheca), a 8 de setembro de 1841. Filho de um humilde comerciante, aos oito anos de idade despertou para a vocação musical. Mas só pode realizar os primeiros estudos em 1853, já residindo na cidade de Zlonice. Quatro anos depois instalou-se em Praga, onde iniciou uma vida de sacrifícios, aliviados quando foi premiado pela composição de um hino patriótico (1873).

Foi um compositor do período romântico, que usou nas suas obras muitas melodias populares de Morávia e da Boemia, sua cidade Natal. Seus trabalhos incluem óperas, sinfonias, coro e música de câmara. Suas mais conhecidas obras são a Sinfonia nº 9; Danças Eslavas; Quarteto de Cordas “Americano”; e Concerto de Violoncelo em B menor. Suas obras sempre obtiveram sucesso e a glória em vida acompanhou-o até a morte. Dvorak morreu em Praga, a 1.º de maio de 1904 e foi sepultado como heroi nacional.

Serviço: Concerto da Orquestra Sinfônica do Paraná

Data: sexta-feira, dia 17 às 20h30 e domingo, dia 19 às 10h30

Local: grande auditório do Teatro Guaíra

Ingressos: (compra antecipada): plateia R$20,00, 1º e 2º balcões R$10,00. No dia do concerto: plateia R$30,00, 1º e 2º balcões R$20,00. Desconto de 50% com o Cartão Teatro Guaíra e Carteirinha do Professor.
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