Pena Branca é enterrado em São Paulo ao som de clássico caipira


Foi enterrado em São Paulo, por volta das 17h20 desta terça-feira (9), o corpo do cantor José Ramiro Sobrinho, de 70 anos, o Pena Branca (foto) da ex-dupla sertaneja Pena Branca e Xavantinho. O sepultamento ocorreu no cemitério Parque dos Pinheiros, na Zona Norte de São Paulo, ao som do clássico caipira "Cálix bento". 

Pena Branca morreu na segunda-feira após passar mal em casa, no bairro do Jaçanã, também na Zona Norte. Ele teve um infarto e foi levado para o hospital, mas não resistiu.

Dona Maria celebraria 35 anos de casada com Pena Branca no mês que vem. “Mas Deus o levou antes”, comentou a esposa durante o velório do artista, no cemitério Parque dos Pinheiros, em Jaçanã, Zona Norte de São Paulo.

O músico Roberto Gosuen, da Orquestra de Violeiros de Uberlândia, é um dos apadrinhados de Pena Branca. “Ele tinha uma alegria contagiante. Era sempre muito receptivo com os fãs. Sua saúde estava boa, e a única coisa de que ele gostava era de um arrozinho com feijão.”


Caipiras no exterior

Pena Branca e Xavantinho começaram a cantar em 1962. Em 1968, a dupla chegou em São Paulo para tentar a carreira artística. Em 1990, os dois ganharam o Prêmio Sharp de melhor música – “Casa de barro”, escrita por Xavantinho e Moniz – e de melhor disco – “Cantando do mundo afora”.

Os sucessos da dupla chegaram ao exterior. Os intérpretes de “Violas e canções”, “Viola quebrada”, “Luar do sertão” e “Pingo d’água”, entre outras, fizeram apresentações nos Estados Unidos.

Em 1999, o irmão Xavantinho morreu, e Pena Branca, que era casado e não teve filhos, seguiu carreira solo. Ele chegou a ganhar um Grammy Latino.
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