Brasil precisa colocar em prática a inovação e focar em resultados, afirma consultor

O que falta para inovar no Brasil foi o tema da palestra de Kip Garland, na Fiep

As pessoas não querem inovação. Querem o benefício da inovação. Por isso, todo o processo de inovação deve focar na melhoria do produto ou serviço. Ninguém compra produto e sim o que ele sugere, ou o valor agregado.  A colocação é do consultor norte-americano Kip Garland que participou do Diálogo & Inovação na última quarta-feira (24), no Centro Internacional de Inovação (C2I), do Sistema Fiep.

Fundador da empresa Innovation Seed, consultoria em inovação estratégica, e formado em Física, com mestrado em Estratégia Internacional, Garland falou sobre o tema “O que falta para Inovar no Brasil”. Para o consultor, o País ainda não colocou em prática a inovação. “No Brasil há muitos elementos inovadores, mas ainda falta colocar em prática a inovação, focando exatamente nos resultados. O que falta é encontrar um novo modelo de negócio, com todas as especificidades que só encontramos aqui”, ressaltou.


Segundo o consultor, as empresas brasileiras utilizam apenas o modelo de gestão da inovação, que é uma parte do todo. É necessário utilizar a inovação no modelo de negócio que responde questões como: quem servimos? o que oferecemos? como fornecemos? como se ganha dinheiro? E como se diferenciar, crescer e sustentar?”, defendeu.  


Garland reforçou que para conseguir uma mudança é preciso saber como descobrir o que falta, é necessário redefinir os problemas, para depois chegar à aplicação e à prática. “Temos que criar o hábito de gastar mais tempo para definir bem as questões para só depois chegar ao resultado. Como criar a pergunta certa é fundamental para qualquer empresa alcançar os resultados, sustentá-los e ir além”, afirmou.


Focar na melhoria do processo, descobrir as falhas, poder mudar todo o projeto e assim alcançar resultados positivos é o grande objetivo da inovação, segundo Garland. Ele citou o caso da Nokia. “Trata-se de um ótimo exemplo, pois após cinco anos da realização do projeto para estruturar a inovação no modelo de negócio a empresa cresceu exponencialmente e tornou-se líder do setor, sendo hoje uma das dez empresas mais inovadoras do mundo”. Goggle e Mc Donald’s também foram citados como exemplos de sucesso, mas o palestrante fez questão de afirmar que não se deve pensar apenas nas grandes empresas multinacionais, mas também nas micro e pequenas que fornecem produtos para as grandes.


Para o consultor, a inovação deve estar no modelo de negócio. “Esse modelo engloba vários tipos de gestão e não apenas a gestão da inovação: gestão da tecnologia, do design, da criatividade, da inovação, de fomento, de empreendedorismo e da sustentabilidade”, destacou.


“As ideias de Garland vão de encontro com as diretrizes do Centro Internacional de Inovação, que atua com esses sete eixos”, disse o diretor do C2I, Ronald Martin Dauscha. Ele reforçou o programa voltado à inovação que o Sistema Fiep oferece e destacou algumas ações e serviços que já estão sendo disponibilizados para as empresas, como o Inova Xpress, uma consultoria rápida para empresas.


O Diálogo & Inovação é um projeto do Centro Internacional de Inovação (C2I) que mensalmente reúne especialistas e empresários para dialogar sobre diversos temas ligados à inovação, sustentabilidade e tecnologia. O encontro da última quarta-feira reuniu aproximadamente 70 empresários de diferentes setores industriais.

                                                                

                                                       Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná - FIEP
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