Obra de Dalton ajuda a construir a nossa identidade cultural, diz Richa

Obra de Dalton ajuda a construir a nossa identidade cultural by jornaldeibaiti
O governador Beto Richa parabenizou o
escritor pela conquista e disse que a
obra literária do autor é um ícone do
Estado, e um dos elementos que
ajuda a construir a identidade
cultural do Paraná.
Foto: Agência de Notícias do Paraná
Um ano após ganhar o Prêmio Jabuti, na categoria contos e crônicas pelo livro “Desgracida”, o escritor paranaense Dalton Trevisan recebeu mais um reconhecimento pelo conjunto de sua obra. Ele foi o vencedor da 24ª edição do Prêmio Camões de Literatura, o maior prêmio literário de língua portuguesa.

Concedido pela Direção-Geral dos Livros e das Bibliotecas de Portugal, o prêmio foi anunciado nesta segunda-feira (21), em Lisboa, pelo secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas.

O governador Beto Richa parabenizou o escritor pela conquista e disse que a obra literária do autor é um ícone do Estado, e um dos elementos que ajuda a construir a identidade cultural do Paraná. Ele destacou o sentimento de orgulho que deve envolver todos os paranaenses. “O mérito é de Dalton Trevisan, mas é muito gratificante ver que mais uma vez temos um grande nome figurando entre os vencedores de um prêmio tão importante. Isto valoriza a nossa literatura”, afirmou Richa.

Um dos maiores escritores brasileiros da atualidade, Dalton Trevisan foi escolhido por unanimidade pelo júri formado por seis pessoas - dois representantes do Brasil, dois de Portugal e dois de países que adotam o português como língua oficial - que justificou assim a escolha: "Dalton Trevisan significa uma opção radical pela literatura enquanto arte da palavra. Tanto nas suas incessantes experimentações com a língua portuguesa, muitas vezes em oposição a ela mesma, quanto na sua dedicação ao fazer literário sem concessões às distrações da vida pessoal e social”.

O secretário de Estado da Cultura, Paulino Viapiana, também destacou a importância do prêmio recebido pelo escritor. “Dalton Trevisan é o décimo brasileiro a receber o Prêmio Camões, uma honra para todo o país. Isto valoriza a nossa cultura e mostra que temos uma produção literária de qualidade”, disse.

Conhecido pela sua reclusão, o autor curitibano é considerado o maior contista vivo do Brasil. Desde 1959, quando fez sua estreia literária com Novelas Nada Exemplares, marcou a ferro quente seu nome na literatura brasileira. Entre suas obras mais notáveis estão Cemitério de Elefantes, O Vampiro de Curitiba e Guerra Conjugal.

Toda sua obra é permeada pela presença marcante de Curitiba, seja como pano de fundo para as tramas ou mesmo como personagem de contos antológicos, como “Cemitério de elefantes”. Desgracida, lançado em 2010, é dividido em duas partes: "Ministórias", com textos inéditos do escritor curitibano, e "Mal Traçadas Linhas", com cartas enviadas a amigos.

Prêmio - O Prêmio Camões foi instituído em 1988 para intensificar e complementar as relações culturais entre o Brasil e Portugal e conta com a adesão de outros Estados da Comunidade de Países da Língua Portuguesa (CPLP). O valor do prêmio é 100 mil euros, o equivalente a US$ 127,2 mil, pagos em partes iguais pelos governos do Brasil e de Portugal.

Trevisan é o décimo brasileiro a ganhar o Prêmio Camões. Antes dele, João Cabral de Melo Neto, Rachel de Queiroz, Jorge Amado, Antonio Candido, Autran Dourado, Rubem Fonseca, Lygia Fagundes Telles, João Ubaldo Ribeiro e Ferreira Gullar já haviam sido premiados.
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